Eles também têm um Clássico #3 – O Renault 4L da Joana

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“A 4L parou-me nas mãos pelo meu irmão mais velho, que tinha mais coisas para resolver do que eu. Tinha mais pressa que eu, andava mais do que eu. Eu fiquei com o carro, ele com o apelido: Katrell.

Este modelo é amado pela família há vários carros, já. Lá em casa já passou uma bege, uma prateada, pelo menos duas brancas e esta é a que mais temos estimado. Deve ser da idade! E mais: temos uma para peças. É que os meus primos têm duas e às vezes é preciso desenrascar a família.

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Este carro ensinou-me a conduzir, levou-me à faculdade, levou amigos e levou o meu irmão ao altar, querem ver?

Ninguém se cansa de um clássico. Aos clássicos perdoa-se tudo. Quando não pega no frio, quando não pega no calor. Quando tem de se estacionar numa descida, o dinheiro que se gasta no mecânico… E isto só percebe quem tem um clássico.


E depois da Renault 4L de 1985, agora uma Piaggio de 1990 em Lisboa.”

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“Este carro ensinou-me a conduzir, levou-me à faculdade, levou amigos e levou o meu irmão ao altar, querem ver?”
E um dos amigos fui eu.

Obrigado Joana, o texto está incrível.

Eu e a Joana somos do mesmo ano do curso de Design na Universidade de Aveiro, e amigos desde então. Quando tive a ideia de criar este blog, lembrei-me de todos os meus colegas que conduziam clássicos, e apresentei-lhes o convite para me escreverem um texto: Entre eles, curiosamente, estão três Joanas que conduzem três Renault 4L (Uma delas, esta Joana).

O Renault 4L é provavelmente o clássico mais popular dos clássicos populares. Ainda existem imensos em circulação, conduzidos com a mesma determinação prática de quando eram novos. E lembrem-se que quando falamos numa 4L nova, podemos estar a falar de um carro com 24, ou 55 anos. Para terem uma noção, as primeiras 4L rolaram da linha de produção em 1961, 8 anos antes da estreia do Mini (E tu que pensavas que o Mini era antigo!). Passado cerca de meio século, as últimas 4L saíram da fábrica em 1992, ao mesmo tempo que o Renault 5 e o Renault Clio. Imaginem-se em 1992 a entrar num stand da Renault, e serem-vos oferecidos a comprar um Clio moderníssimo, um R5 em fim de vida, ou uma 4L! É surreal. 

Durante a história do automóvel, só certos veículos conseguiram ganhar este estatuto de intemporalidade. Tanto, que torna-se cada vez mais difícil associá-los a uma era específica.

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