Aventuras num Clássico – Especial de Albergaria

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Garanto-vos que quando comprei o Starlet, a última coisa que pensei fazer nele foi, além de comer broa de milho, competir numa prova desportiva.

Sendo simpatizante da “organização marada” Clássicos na Pista (juntem-se a nós no link!), mantenho-me atento aos eventos e provas em que os restantes membros participam (os que têm carros a sério, quero eu dizer). Normalmente tais eventos costumam ser organizados por entidades que não nós. No entanto, em inícios de 2016, começaram a emergir no “grupo” fotos e rumores de uma prova em Albergaria, a ser concebida por um dos bosses e administradores da malta, o Francisco Lemos.

Fiel à doutrina Joelista, ofereci-me para ajudar a organizar o evento (ou tirar umas fotos) mesmo antes sequer de saber ao certo o que se ia passar. O que recebi como contra-proposta do Fransciso foi um simples “Tu vais é participar!”. Pareceu tão simples e imediato que por momentos assumi que fosse algo óbvio. Ri-me, gozei, e passado dois dias inscrevi-me. Tinha acabado de enlistar um Starlet de 50cv, completamente de origem, numa prova. Ganhei especial confiança quando vi a lista dos meus futuros concorrentes: R5 Turbo, Escort RS Turbo, Celica, 205GTI… Nada de preocupante como podem ver:

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Organização

Antes de pensar em que buraco me esconder, ainda tinha o cartaz do evento para fazer. À moda do  “bom cliente”, liga-me certo dia o Francisco às 18h da tarde a dizer que me enviou as infos. e material para trabalhar a imagem do evento. Agradeci, e antes que acabasse de planear na minha cabeça um horário para tratar do trabalho, a chamada termina com o típico e assombroso “É para lançar o cartaz hoje”. Para além do cartaz, fiquei também encarregue de tratar da numeração dos participantes (fiquei a saber que o 13 não é usado pelos carros), e os autocolantes do evento que decidi dar como “oferta da casa”.

Preparação

O meu mindset de preparação para a corrida foi este: Se vou ser o mais lento, que seja o mais limpo. Uma tarde de limpeza e uma lata de massa de polir depois, estava quase tudo a postos: Faltavam só os nomes do “piloto” e “navegador” e umas bandeirinhas a condizer (e porque não?). Numa tentativa de esquecer que era totalmente amador, verifiquei a pressão dos pneus, nível do óleo, do anti-congelante, e abasteci de gasolina “apenas o suficiente” para não ficar pelo caminho, mas para também não ter peso a mais na hora da prova. (Para além dos 100kg do Quintino)

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Dia da prova

E eis que chega o grande dia. Eu e o Quintino acordamos cedo e seguimos para Albergaria, (quase) sem nos perdermos pelo caminho. Antes da prova, os participantes tiveram direito a um cortejo pelo centro de Albergaria, onde todos tiveram oportunidade de exibir as suas esculturas de aço (sem ferrugem!), as suas buzinas exóticas, e claro está, não podia faltar aquele característico fumo azul de escape que quase me provocou câncro nos pulmões (cof cof como o do Mini que ia à nossa frente cof cof).

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Passeio pelo centro de Albergaria

 A prova

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O infame circuito

Já alguma vez estudaram a matéria X para um determinado exame, para segundos antes de o iniciar descobrirem que a matéria que sai é a Y? Foi o que nos aconteceu. Estão a ver (no mapa) aqueles dois círculos com estrelas no meio? É a figura de 8 que deviamos fazer, fazendo as entradas e saídas segundo o sentido das setas. O que acontece é que o desenho do papel não correspondia à disposição dos pneus sinalizantes na pista. (Bem, não estão a imaginar o pânico que se apoderou de nós.) Como não queríamos ser os únicos com dúvidas, expusemos o problema à organização e aos restantes pilotos que aguardavam o início da prova. Resultado: Em segundos toda a gente passou a ter dúvidas sobre o trajecto. O problema é que nós eramos o 1º carro (a concurso) a entrar em pista, e não dava para copiar pelo da frente.

Como na altura não sabia se alguma vez iria repetir esta experiência, o melhor seria gravá-la, como podem ver neste vídeo-que-juro-não-ser-um-sketch!

Rescaldo

Não sei em que posição ficámos, nem quais os nossos tempos. Sei que quem ganhou foi o Fernando Mateus num Starlet igual ao meu, vermelho e tudo! É capaz de ter uma ou outra peça que o faça andar mais rápido, por isso, e só por isso é que ficou à nossa frente! É o meu mecânico, portanto deve ter aprendido a ver o meu. (Brincadeira!)  Não houve taças para nós, mas houve uma lata de 5lt de óleo 20w50 para Clássicos da COMMA, que é ainda melhor.

Então afinal ,o que aprendemos na Especial de Albergaria?

-O meu capacete é maior que o teu.
-Nunca substimes a 2ª velocidade do teu carro.
-Tira-a-mão-do-travão-de-mão.
-Se os pneus não chiam, não estás a ir rápido o suficiente.
“Dá-lhe Joel, dá-lheee”
-Quando é a próxima prova pirata?

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Um final feliz.
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