Eles também têm um Clássico #4 – O Mini Clubman do Gabriel

 

“Nascido na época errada, sempre tive uma tolaria enorme por tudo que tivesse motor e mais de 20 anos, o problema é que não houve antes t(€)mpo para satisfazer a minha paixão. A coragem de investir em ferro velho começou há exactamente 2 anos, com a aquisição de uma vespa (uma modesta PK50XLS) com um kit 102cc que ja permitia dar uns passeios com a patroa nos fins de tarde quentes. Assim como me ajudar a deslocar mais facilmente na cidade. Logo de seguida vieram os velocípedes com motor auxiliar vulgarmente chamados de mobiletes (Já estão 4 em peças na garagem, todas elas em fase de restauro).

E finalmente veio o meu grande amor: Um Mini Clubman de 1973. Como o motor estava em muito mau estado optei por reconstruir um 1300cc. O desgraçado do carro não tinha sido muito bem tratado, ao ponto de terem furado a chapeleira para meterem umas colunas mitsai. Adiante, aos poucos vai ficando a gosto numa mistura de clássico com o estilo “racing”, uma vez que o meu clássico é pau para toda a obra! Chovendo até fica na garagem mas estando sol é o carro que me leva para o trabalho, ao cafe, às compras, ao autódromo para um trackday com os amigos… para TUDO!

Vantagens de conduzir este clássico diariamente? Esta é a resposta mais fácil que se pode responder sobre um clássico: É divertido, sinto o verdadeiro prazer da condução que o meu outro carro bem mais moderno não oferece. Ninguém bate com as portas enquanto está estacionado e até me cedem prioridade nos cruzamentos e rotundas! que mais poderia eu querer?

Ainda assim, tem desvantagens obviamente: Maior desgaste, os consumos e o medo de o deixar estacionado. Para alem disso não é o carro mais confortavel do mundo se tiver que fazer uma viagem maior. A atenção é dividida entre a estrada, temperatura da água e pressão de óleo!

Manias do meu MINIno? Tem uma engraçada: Montei o corta-corrente à Gabriel, ou seja, não muito bem montado. Para ligar as luzes depois de pôr o carro a trabalhar tenho que dar umas aceleradelas para que as luzes finalmente se liguem (Agora imaginem isto num parque de estacionamento subterrâneo, estar a dar calor ao acelerador. Parece um festival motard com tanto barulho dos quase 50 cavalos a relinchar e um cheirinho a natureza fóssil queimada. Até pica nos olhos.

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Ai vai a foto do menino! No primeiro passeio em que ainda só tinha tratado do motor, e uma mais recente num Trackday de Minis em Braga onde já tinha substituido as seguintes peças:

  1. Amortecedores AVO
  2. Jantes
  3. Pneus
  4. Abas
  5. Espaçadores
  6. Montagem hi-lows
  7. Substituição dos cêpos que ainda eram os originais
  8. Substituição dos faróis de longo curso
  9. Travões de disco
  10. Substituição das Ópticas dos piscas e miínimos
  11. Revisão da instalação eléctrica
  12. Montagem de corta corrente
  13. Pintura dos pára-choques
  14. Manómetro de conta-rotações
  15. Manómetro da temperatura da água e pressão do óleo

Neste momento está no “médico” para a montagem dos bancos novos, provenientes de um Suzuki Swift GTI e dos cintos de segurança de 3 pontos.

Próximos mimos:

  1. Faróis de nevoeiro (a ponderar)
  2. Substituição das linhas das estofagens de preto para vermelho
  3. Montagem de afinadores de camber e caster.

Quando tiver tudo é voltar a desmontar o carro todo e tratar da chapa e pintura, que apesar de não ter podres, já viu dias melhores!

Um Abraço e muitas octanas.


Quero começar por agradecer ao Gabriel o tempo investido a escrever este detalhado e divertidíssimo texto. Foi o primeiro Mini a aparecer neste blog, e  não imagino um texto melhor para o apresentar. Apesar de não ter uma experiência tão alargada no Universo do restauro, consigo identificar-me perfeitamente com os momentos do dia-a-dia que o Gabriel descreve. Ri-me quando li a parte das cedências de passagem, pois é algo que também me acontece. Apercebo-me também de uma tendência recorrente neste Mini, que é comum a tantos outros modelos como o Ford Escort ou até mesmo o Toyota Starlet: A modificação dos carros para corrida, mas apenas o suficiente para serem competentes em pista e continuarem legais em estrada. Um equilíbrio que presumo ser difícil para alguém que tenha apenas um carro, e que não tenha capacidade de comportar os custos de rodagem diária das modificações de corrida. No fundo estamos a falar do melhor de dois mundos, ou do lema que usei quando corri em Albergaria: Race on Sunday, drive to work on monday.


Tens um clássico? Pré-clássico? Histórico? Envia-me a tua história para: joelaraujocom@gmail.com e vê-la partilhada aqui. 

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