A Estrada Real EN2 – Dia 3 (Viseu-Pedrógão Grande)

Dia 3 (230km)
Viseu-Tondela-Penacova-Pedrogão Grande

Ao acordar no terceiro dia de aventura, lembrámo-nos que apesar da viagem ser grande e haver muita coisa para ver, nós não somos turistas. Não precisamos de acordar todos os dias antes das galinhas para ir visitar tudo a correr. Chegada a esta conclusão, aproveitámos a manhã no conforto da casa da Marta (que apresentei no post anterior) e aproveitei para actualizar o blog, comer mais que o normal e ouvir mais umas histórias do Sr.João (pai da Marta).

Antes de partirmos em viagem, fiz um rápido check-up aos níveis de água e óleo do Starlet e não podia ficar mais satisfeito: Não perdeu uma gota de nada (Ao contrário dos ocupantes). A substituição do radiador e da junta da cabeça estão a dar resultados, e outro dos efeitos positívos que senti foi a ausência de perda de potência, mesmo nas estradas sinuosas de montanha que tinhamos percorrido. Só nunca tinha visto tanto pó dos travões nas jantes dianteiras, mas com as descidas até ao Douro não é de admirar. Limpa-se e assunto resolvido.

Antes de partirmos para Penacova fizémos uma pequena paragem na cidade fantasma de Tondela, onde não encontrámos nem uma bola de feno a rolar ao sabor do vento. Ver gente não seria fácil naquele sítio, mas nós não desistimos: Procurámos por toda a parte, até que apenas nos restava procurar na estação de arte rupestre. Durante cerca de 20 minutos andamos pelo meio da floresta, exaustos e já sem água. Quando toda a esperança parecia perdida, no fim do trilho e já no local das pinturas, encontrámos casal que foi até lá de jipe. Parecia uma miragem, e antes que conseguíssemos pedir-lhes boleia de volta à civilização, eles já tinham ido embora.

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Voltámos a pé até ao carro exaustos, numa visita que em vez dos 15min. previstos, demorou mais de uma hora. Felizmente o ponto seguinte da viagem não poderia ser mais adequado: A praia fluvial de Penacova. Até lá chegar tivémos que passar por um dos piores atentados à EN2: O corte feito pelo IP3 que se alarga por vários kilómetros até perto de penacova. Todos sabemos que a EN2 sofre de alguns destes cortes, mas sem dúvida este foi o pior para nós.

Depois de um banho refrescante no Mondêgo (motivo dos meus calções na próxima foto), partimos já ao anoitecer para o parque de campismo do Pedrógão Grande. Passámos por um dos trechos mais bonitos de toda a EN2, bem no alto das montanhas, com vistas incríveis sobre o património natural de Portugal.

Na chegada ao Pedrógão, mesmo sem ponta de luz, conseguimos ainda montar as tendas sobre a pedra mais dura do parque e acordar metade dos alojados no processo. Um dos momentos mais inesperadamente bons do dia foi o jantar no quartel de Bombeiros Voluntários do Pedrógão Grande, onde para além do ambiente acolhedor e bons preços, provei a melhor serradura da viagem.

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Dia 4 (300km)
Pedrógão Grande-Évora

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