A Estrada Real EN2 – Dia 4 (Pedrógão Grande-Évora)

Dia 4 (300km)
Pedrõgão Grande-Sertã-Vila de Rei-Abrantes-Évora

O dia começou bem cedo no parque de campismo do Pedrógão Grande, por três simples razões: Todas elas de pedra, de vértices pontiagudos e situadas tacticamente debaixo do meu saco cama.

Sob a observação cerrada de uma família de campistas acima da nossa tenda, arrumámos tudo rapidamente e voltámos à estrada. A primeira passagem foi na Vila, onde fomos tomar o pequeno almoço, e apesar de estarmos ainda bem longe do Alentejo, tais ares já se fazem sentir numa papelaria da zona, onde a simples tarefa de imprimir uns mapas a partir de uma Pen se mostrou a tarefa mais árdua do dia, e cara também: 2€ por 4 cópias A4. Depois deste pequeno atraso, finalmente atacámos a estrada, fazendo a primeira paragem na Barragem do Cabril, ainda em Pedrógão, antes de seguir para a Sertã. O calor começava a fazer-se sentir, assim como a típica arquitectura das casas do interior/centro. Neste 4º dia de viagem acabaríamos por visitar 3 castelos diferentes. O da Sertã (torre), o de Almourol e o de Abrantes.

Seguimos caminho até Vila de Rei, o centro geodésico de Portugal. Estes marcos históricos têm a mania de dificultar a vida aos visitantes de carro, mas há 200 anos atrás não previram que alguns desses visitantes fossem de Starlet. A subida até ao topo da colina foi feita em 1ª, num ronco a 4 tempos que vai ficar gravada para a história como a primeira invasão terrestre japonesa a Portugal.

Digo-vos que vista do topo é incrível, mas não vos vou estragar a surpresa.

Depois da descida ao som dos rateres da gasolina mal queimada, era hora de almoçar. Fomos ao “Cobra” no centro de Vila de Rei, restaurante que redefiniu o conceito de secretos de porco, pelo menos para mim.

O início de tarde foi passado a invadir mais um castelo, desta vez o de Almourol, bem no centro do rio Tejo. Confesso que tenho algumas vertigens, portanto não foi tarefa fácil. Assistimos a mais um casamento, e antes que a noiva se apaixonasse por estes 3 belos rapazes (acontece!) fugimos para Abrantes, também para o topo do castelo, e sem dúvida um dos pontos altos do dia (na minha opinião).

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Ao sair de Abrantes, finalmente atravessámos para lá do rio e estávamos pela primeira vez na margem sul. Facto que foi imediatamente observável pela mudança de paisagem e tipo de estrada. O verde deu lugar ao amarelo e as curvas deram lugar às intermináveis rectas.

A viagem até Évora foi longa e quase toda feita à noite, numa refrescante mudança de vent du sud.

A chegada a Évora foi feita já pelas 22h30, o que não pareceu, de todo! Era 3ªfeira, e as ruas estavam literalmente a abarrotar de gente! Grande parte turistas, é verdade, mas nunca esperei tal azáfama aquela hora. Fomos jantar um bom bacalhau à Pipa Redonda e, derrotado pelo cansaço, fui-me logo deitar. Consta que o João e o Sérgio ainda foram para as más vidas, mas isto fica off the record.

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Dia 5
Évora-Beja

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3 opiniões sobre “A Estrada Real EN2 – Dia 4 (Pedrógão Grande-Évora)”

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