A Estrada Real EN2 – Dia 6 (Beja-Loulé)

Dia 6 (220km)
Beja-Aljustrel-Castro Verde-Loulé

Apesar de ser apenas no dia seguinte que passaríamos pelo último marco dos 738km da EN2, o dia 6 marcou a entrada no distrito de Faro, a última etapa desta grande viagem. Acabou também por ser um dos dias que mais gostei nesta aventura.

A manhã foi passada em Beja, mais específicamente no Castelo a subir à Torre de Menagem, a maior da península Ibérica. Para além da vista ser incrível, é um daqueles locais que nos transporta centenas de anos atrás, onde tais muralhas se viram frente a frente com invasores árabes e europeus, num um último reduto de defesa para o Rei, sua corte e restante Nobreza. Contudo, e como no dia 18 de Agosto de 2016 não houve nenhuma grande batalha a assinalar, a nobreza pôde ir almoçar fora.

Fomos até Aljustrel comer a melhor carne à Alentejana de sempre, no Restaurante “O Cabecinha”. O ambiente fresco dentro do restaurante não fazia prever o calor infernal que se sentia lá fora. Além disso, a nossa próxima paragem era no topo de uma colina “ali perto”. Tratava-se da capela de Aljustrel, e do marco geodésico que a acompanhava. À boa moda alentejana, eu e o Sérgio não resistimos à mistura soporífera de cansaço+refeição opípara+calor e fomos obrigados a uma paragem estratégica nas boxes para uma soneca à sombra daquela pirâmide de betão.

 

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Depois de Aljustrel seguimos viagem, mais uma vez pela planicie alentejana, até chegar a Castro Verde. Visitámos a igreja e o centro da vila, já a tarde mostrava sinais de querer acabar. Com toda esta ambiência nostálgica, e com o sentimento que a viagem estava a terminar, ultrapassámos o marco dos 700km já em plena serra do Caldeirão, antes de subirmos até ao miradouro do Alto da Arroteia, onde depois de quase 1500km de viagem (EN2 e desvios), avistámos pela primeira vez o Oceano Atlântico que banha a região do Algarve. Foi um momento lindíssimo, do qual vos deixo a fotografia (em baixo).

Já de volta ao carro, fizémos os últimos quilómetros do miradouro até Loulé, onde pernoitámos no Coreto Hostel, um local impecável com staff super simpático e instalações mesmo agradáveis. Fomos recebidos por umas belas raparigas espanholas à janela, e fomos para a camarata, onde de 10 pessoas, seríamos as únicas 3 portuguesas. Não haveria problema nenhum, não fosse o caso de virmos já desde Chaves a cantar Levantando las manos, moviendo lá cintura, con movimiento sexy (wow!) es el ritmo nuevo que trago para ti… Com esta praga na cabeça, foi impossível não libertar umas palavras de portinhol por engano no quarto. E claro está, só de escrever isto voltei a ficar com o raio da música na cabeça.

Fomos jantar ali perto, num restaurante cujo nome não me lembra a memória. Acho que começava por “A” e ficava colado ao Apolo e à Tasquinha da Malta. Bebi o meu único fino da viagem em forma de celebração da tão desejada chegada a Faro, e em honra do Starlet que não deu nem um problema em todos estes quilómetros.

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Dia 7
Loulé-Faro

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